
Na área da saúde, liderança significa muito mais do que ocupar um cargo — significa criar espaços mais inclusivos, humanos e acessíveis para profissionais e pacientes.
Em uma conversa sobre carreira, representatividade e o futuro da medicina, a nova presidente da AMPHL compartilhou sua visão sobre como a escuta ativa e a diversidade podem transformar o atendimento à saúde.
“Quando diferentes vozes têm espaço na liderança, conseguimos construir um sistema de saúde mais humano e representativo.”
Ao longo de sua trajetória profissional, ela testemunhou desafios enfrentados por profissionais LGBTQ+ dentro do ambiente médico, desde falta de representatividade até dificuldades relacionadas à inclusão e acolhimento.
Segundo ela, essas experiências reforçaram a importância de criar comunidades de apoio e ambientes mais seguros dentro da área da saúde.
“As pessoas precisam sentir que pertencem a esses espaços”, afirmou.
Liderança baseada em conexão humana
Como nova presidente da AMPHL, ela pretende fortalecer iniciativas voltadas à educação, apoio profissional e promoção da diversidade no setor da saúde.
Para ela, a construção de confiança — tanto entre profissionais quanto com os pacientes — começa pela capacidade de ouvir e compreender diferentes experiências de vida.
“A escuta ativa é uma das ferramentas mais importantes na medicina”, explicou.
Ela acredita que profissionais da saúde têm um papel fundamental na criação de ambientes acolhedores e respeitosos para todas as pessoas.
Tecnologia como apoio à inclusão
Durante a conversa, ela também destacou como tecnologias modernas podem ajudar a tornar o atendimento mais acessível e colaborativo.
Ferramentas que permitem compartilhar exames e explicar informações clínicas de forma mais clara ajudam pacientes a participarem mais ativamente do próprio cuidado.
“Quando o paciente entende o que está acontecendo, a relação de confiança se fortalece.”
Segundo ela, inovação e empatia devem caminhar juntas para melhorar a experiência de atendimento.
O futuro da saúde passa pela representatividade
Ao assumir a liderança da organização, ela espera ajudar a ampliar conversas sobre inclusão, pertencimento e cuidado centrado no paciente.
Seu objetivo é incentivar futuras gerações de profissionais da saúde a construírem ambientes mais humanos, diversos e acolhedores.
“A medicina é feita de pessoas cuidando de pessoas”, comentou.
A Eko continua apoiando profissionais e organizações comprometidos com a inclusão, a escuta ativa e a construção de experiências de cuidado mais humanas e conectadas.
