Educadora Médica Cria Laboratório de Simulação Virtual para Manter Treinamento Clínico Durante a Pandemia

Educadora Médica Cria Laboratório de Simulação Virtual para Manter Treinamento Clínico Durante a Pandemia

Quando a pandemia de COVID-19 interrompeu atividades presenciais em universidades de todo o mundo, muitos programas de treinamento clínico enfrentaram um desafio sem precedentes: como continuar ensinando habilidades práticas sem acesso aos laboratórios de simulação. Para a Dra. Colleen Donovan, professora da Ernest Mario School of Pharmacy da Rutgers University, a solução envolveu criatividade, tecnologia e o uso do Eko CORE para transformar um laboratório presencial em uma experiência virtual altamente interativa. :contentReference[oaicite:0]{index=0}

O risco de interromper a formação prática dos estudantes

Os laboratórios de simulação desempenham um papel fundamental na formação de estudantes da área da saúde.

Nesses ambientes, os alunos podem praticar avaliações clínicas, tomada de decisões e atendimento a pacientes em cenários controlados, utilizando manequins de alta fidelidade capazes de reproduzir sinais vitais e diferentes condições médicas.

Com as restrições impostas pela pandemia, muitas instituições precisaram suspender atividades presenciais quase imediatamente. Isso colocou em risco uma parte essencial do treinamento clínico dos estudantes. :contentReference[oaicite:1]{index=1}

Segundo Donovan, chegou a existir a possibilidade de cancelar completamente as simulações.

“Quase tivemos que cancelar as simulações. Foi necessário muito trabalho criativo, computadores e tecnologia Eko CORE para ajudar os estudantes a atravessar esse processo”, explicou. :contentReference[oaicite:2]{index=2}

Transformando um laboratório físico em uma experiência virtual

Em vez de cancelar as atividades, Donovan e sua equipe desenvolveram uma nova abordagem para manter o treinamento ativo mesmo à distância.

A solução consistiu em transmitir ao vivo os sons clínicos e sinais vitais de um manequim de simulação para os estudantes conectados remotamente.

Utilizando a tecnologia Eko CORE, os sons cardíacos e pulmonares captados pelo simulador podiam ser compartilhados em tempo real durante os exercícios educacionais. :contentReference[oaicite:3]{index=3}

O resultado foi um ambiente virtual que, segundo Donovan, funcionava de forma semelhante a um jogo online colaborativo.

Os alunos participavam remotamente enquanto acompanhavam diferentes câmeras posicionadas ao redor do laboratório.

Essas câmeras permitiam visualizar o paciente simulado, os monitores de sinais vitais e os profissionais que executavam as ações clínicas dentro do ambiente físico. :contentReference[oaicite:4]{index=4}

Professores atuando como “avatares” dos estudantes

Durante as simulações, apenas três pessoas permaneciam fisicamente no laboratório.

Segundo Donovan, a equipe passou a atuar como uma espécie de “avatar” dos estudantes que estavam em casa.

Enquanto os alunos observavam a situação remotamente, eram eles que orientavam cada passo do atendimento.

“Eu estava fisicamente no laboratório com outras duas pessoas e, essencialmente, nós atuávamos como avatares”, explicou Donovan. :contentReference[oaicite:5]{index=5}

Ela também interpretava a voz do paciente durante os cenários clínicos.

Ao mesmo tempo, controlava através de um computador as condições clínicas do manequim, modificando sinais vitais e achados de exame físico conforme a evolução da simulação. :contentReference[oaicite:6]{index=6}

Treinando raciocínio clínico em tempo real

À medida que o estado clínico do paciente simulado se modificava, os estudantes precisavam analisar informações, interpretar sinais e tomar decisões sobre o atendimento.

Quando surgiam alterações importantes, os alunos orientavam os profissionais presentes no laboratório sobre quais avaliações deveriam ser realizadas.

Entre essas tarefas estava a verificação de sinais vitais e a ausculta cardíaca e pulmonar.

Foi nesse momento que a transmissão dos sons clínicos através do Eko CORE se tornou especialmente importante. :contentReference[oaicite:7]{index=7}

Os estudantes conseguiam ouvir remotamente os sons produzidos pelo simulador e utilizar essas informações para formular hipóteses diagnósticas e definir condutas.

Preservando a experiência prática mesmo à distância

Embora o formato virtual não substituísse completamente a experiência presencial, Donovan observou que a abordagem permitiu manter elementos fundamentais do aprendizado clínico.

Os estudantes continuaram desenvolvendo habilidades relacionadas à comunicação, raciocínio clínico, trabalho em equipe e interpretação de sinais fisiológicos.

Além disso, o modelo ajudou a preservar a continuidade da formação acadêmica durante um período marcado por inúmeras incertezas. :contentReference[oaicite:8]{index=8}

O crescimento das simulações virtuais na educação em saúde

A experiência da Rutgers refletiu uma tendência observada em diversas instituições de ensino durante a pandemia.

Universidades e centros de treinamento passaram a investir cada vez mais em ambientes virtuais, plataformas de simulação e tecnologias capazes de reproduzir experiências clínicas à distância. :contentReference[oaicite:9]{index=9}

Esses recursos permitiram que estudantes continuassem praticando tomada de decisão clínica e desenvolvendo competências profissionais mesmo quando o acesso presencial aos laboratórios era limitado.

Tecnologia ampliando possibilidades na educação médica

Para Donovan, uma das maiores lições do período foi perceber que a tecnologia pode expandir significativamente as formas de ensino na área da saúde.

Ferramentas originalmente desenvolvidas para avaliação clínica passaram a desempenhar um papel importante também na educação médica.

A transmissão digital de sons cardíacos e pulmonares permitiu que estudantes participassem ativamente das simulações mesmo estando fisicamente distantes do laboratório. :contentReference[oaicite:10]{index=10}

Essa experiência demonstrou que inovação, adaptação e tecnologia podem ajudar instituições a enfrentar desafios complexos sem interromper a formação dos futuros profissionais de saúde.

Ao transformar um laboratório tradicional em um ambiente virtual colaborativo, Donovan e sua equipe encontraram uma forma de manter o aprendizado prático vivo durante um dos períodos mais desafiadores da educação médica moderna. :contentReference[oaicite:11]{index=11}